Comentário online serve para algo?

Filed Under (Clipping) by Antonio Passos on 23-10-2008

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Li na PC Magazine 37

Em sua coluna na revista PC Magazine deste mês, John C. Dvorak escreveu sobre comentários em blogs, fóruns e websites em geral. Para ele, há um ponto em que as discussões se tornam inúteis, e confessa que fica entendiado lá pelo vigésimo comentário.

No artigo, Dvorak propõe a criação de "códigos de etiqueta" para postagem que digam claramente o que os leitores poderiam postar e o que não deveriam fazer.

Segue a reportagem. Os grifos são meus.

Existe uma turba barulhenta de usuários da internet que aprecia a idéia de sair por aí destilando veneno, via comentários em websites e blogs em geral. Funciona mais ou menos assim: os primeiros comentários numa linha de discussão aparentemente possuem alguma utilidade, mas logo a turba mostra suas garras. À medida que a discussão vai se alongando, aos poucos começa a se transformar em uma bagunça sem significado. Mesmo assim, nada disso impede a horda de continuar postando seus comentários.

Sempre penso a respeito quando visito sites em que as linhas de discussão se alongam por centenas e centenas de comentários. Uma pergunta logo vem à minha cabeça: qual o ponto exato em que essas discussões se tornam inútil exercício de dialética? Pessoalmente, começo a ficar entediado lá pelo vigésimo comentário, a não ser que o assunto em pauta seja algo por que realmente me interessoe, claro, desde que os comentários sejam inteligentes e tragam nova luz ao que se está discutindo

Entretanto, comentários desse tipo são difíceis de encontrar e, não raro, se encontram soterrados em meio aos lugares comuns, aos xingamentos, às opiniões rasteiras, vazias e maniqueístas. Muitas dessas observações acabam desembocando em bafafás políticos e pregações religiosas. Recordo-me especialmente de um comentário deixado no meu blog há algumas semanas. O assunto principal não envolvia religião nem política, mas a linha de discussão logo adquiriu ares de debate religioso, transformando-se em seguida em um embate político.

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Faculdade: melhor particular ou pública?

Filed Under (Clipping) by Antonio Passos on 23-09-2008

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Se você está de olho no mercado de trabalho, melhor buscar uma particular. É o que se pode deduzir da reportagem "Voltadas para o mercado", publicada na Veja desta semana.

Possuindo currículos menos teóricos e professores que mantêm alguma espécie de vínculo com o mercado de trabalho, elas formam alunos para a vida real, com visão focada nas questões práticas do mercado de trabalho.

Segue a reportagem. Os grifos são meus.

As empresas no Brasil passaram décadas usando um mesmo critério para enxugar as pilhas de currículo acumuladas nos departamentos de recursos humanos: na dúvida entre dois candidatos, ficavam com o que vinha da universidade pública. O quadro começou a mudar nos últimos dez anos, com o aparecimento de centenas de faculdades particulares que despejam milhares de jovens no mercado de trabalho. Uma nova pesquisa mostra em que medida isso teve impacto nas empresas: em 240 das maiores do país, 86% dos funcionários com curso superior saíram de uma instituição privada. Estão distribuídos por todos os escalões. Entre os jovens recém-contratados, os egressos do ensino particular surgem em número ainda maior, o que revela que a tendência só se intensifica: eles são 90% do total. Parte do fenômeno, sobre o qual lançou luz o estudo conduzido pela consultoria Franceschini Análises de Mercado, deve-se à própria expansão acelerada das faculdades particulares. Elas concentram hoje 75% dos universitários. Era esperado, portanto, que também nas empresas houvesse mais deles. O que contribui para a surpreendente predominância das particulares é o fato de oferecerem às empresas formandos com uma visão mais focada nas questões práticas do mercado de trabalho. Resume Sofia Esteves, da Companhia de Talentos, responsável pelo recrutamento de jovens para 160 das grandes empresas no país: "O ensino privado está formando jovens mais prontos para a vida real".

O conjunto de escolas particulares de nível superior que realmente interessa às empresas é, na verdade, bastante reduzido. Constitui-se, basicamente, daquelas que sobressaem nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) – e não das que colecionam notas medianas ou ruins, caso de 95% delas. O avanço dos outros 5% é evidente. No último ranking oficial, divulgado neste mês, oito delas figuravam entre as dez melhores faculdades do país e apenas duas eram públicas. Juntas, as particulares atraem quase metade dos Ph.Ds. brasileiros, o dobro de dez anos atrás. Além dos sinais de excelência, as melhores universidades privadas despertam a atenção das empresas porque, na comparação com as públicas, têm um currículo bem menos teórico. Um levantamento recente traz os números para o curso de administração de empresas, entre os mais procurados do país. Nas particulares, 40% das aulas são práticas. Nas públicas, apenas 20%. É uma pequena amostra de um cenário bem mais geral.

A maior conexão das boas instituições particulares com o que se passa fora do ambiente acadêmico se deve, em grande parte, a uma prática comum a todas: elas só contratam professores que mantenham alguma espécie de vínculo com o mercado de trabalho. Os efeitos são positivos. As aulas refletem, naturalmente, mais da realidade do país. O fato de os professores levarem alunos às empresas é também uma ajuda muitas vezes decisiva para o ingresso mais rápido no mercado de trabalho. É o caso do economista carioca Fábio Fonseca, 24 anos, que, por indicação de um professor, arranjou um estágio num banco de investimento. Acabou contratado. Ele, que trabalha hoje numa consultoria, diz: "Já havia aprendido na faculdade os conhecimentos que me exigiam no banco".

A nova pesquisa reforça um problema antigo das universidades públicas: elas estão desconectadas das necessidades reais das empresas. Ao contrário das faculdades particulares, nelas mais da metade dos professores está há tempos afastada do mercado de trabalho. É fácil, portanto, entender por que, nas federais, qualquer mudança no currículo leva uma média de dois anos para acontecer, ao passo que, nas particulares, alterações são feitas a cada novo semestre. O resultado é um sistema caro e pouco eficiente. Enquanto o custo de um universitário de instituição pública no Brasil está entre os mais altos do mundo, o país responde por apenas 1,8% das citações nas melhores revistas científicas e 0,2% dos pedidos internacionais de patentes. São sinais claros de que essas universidades precisam avançar. E olhar para o exemplo das boas faculdades particulares pode ajudar.

Um lugar nas nuvens

Filed Under (Clipping) by Antonio Passos on 15-09-2008

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(Artigo sobre Cloud computing publicado na edição especial Veja Tecnologia, em Setembro/2008)

Cloud em inglês significa nuvem. Cloud computing é o nome que se dá ao crescente fenômeno de estocar dados e rodar programas não no próprio computador, mas em servidores gigantes e remotos acessados pela internet.

Hey! You! Get off of my cloud / Don’t hang around /’cause two’s a crowd / On my cloud, baby é o refrão de uma famosa canção dos Rolling Stones, que diz que só cabe um na nuvem, dois já formam uma multidão. Na nuvem digital se passa justamente o contrário, sempre cabe mais um. A cloud computing marca a chegada à internet do mesmo sistema integrado de distribuição elétrica em que alguém acende a luz da sala e não lhe passa pela cabeça se perguntar onde aqueles quilowatts foram gerados. Essa nova e, parece, definitiva fronteira da internet consiste em o usuário deixar que computadores localizados a milhares de quilômetros de distância realizem todo o trabalho de processamento e armazenamento de informações que antes era feito pelo seu computador doméstico. Muitos serviços desse tipo já estão disponíveis. Um site oferece um processador de textos com todos os sinais gráficos de mais de vinte idiomas. Outros, como o famoso Gmail, são provedores de todas as necessidades de mensagens eletrônicas, tudo via internet, sem necessidade de baixar ou instalar programas. "A rede, enfim, virou o computador", disse a VEJA Nicholas Carr, autor de A Grande Mudança, Reconectando o Mundo de Thomas Edison ao Google (Editora Landscape).

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