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Cloud computing por John C. Dvorak
Filed Under (Clipping, Vídeos, Web 2.0) by Antonio Passos on 19-06-2008
Tagged Under : Cloud computing, computação nas nuvens, saas, software como serviço
John C. Dvorak é conhecido por seus artigos polêmicos. Na Info Exame de Junho, publicou um intitulado "O usuário que se dane", cujo subtítulo é "Cloud computing é uma coisa velha – de roupa nova e preço alto".
Ao longo dos parágrafos, ele detona uma tendência, que representa o estado da arte da web: a chamada computação nas nuvens ou cloud computing, mais especificamente seu aspecto mais visível: SaaS, sigla de "software como serviço".
Leia abaixo o artigo completo. Os grifo são meus.
Estava gravando uns shows antigos no DVD quando percebi que copiei um repetido. Parei, gravei outro, mas ficou uma sobra de dois minutos que não consegui tirar. Foi irritante porque nunca tive ese problema com a velha e boa tecnologia VHS. Bastava voltar a fita até o ponto e gravar por cima. A tecnologia nova, moderna e badalada não faz isso.
Uma forte tendência marcou a última década: melhorar as coisas para os fornecedores de tecnologia e não para os usuários. No caso do DVD, o beneficiário é a indústria musical, cujos discos são reproduzidos em massa muito mais facilmente do que as fitas de vídeo.
Cloud computing e SAAS, o software como serviço, são os principais exemplos da filosofia "O fornecedor está sempre certo". Hoje todos falam de cloud computing mesmo que não saibam bem o que é isso. A maioria acha que é qualquer coisa feita pela internet, como usar o Google. É algo relacionado a aplicações corporativas.
A indústria de computadores morre de medo de que não precisemos mais dos PCs e usemos apenas terminais burros. Faria sentido se eles funcionassem tão bem como os PCs. Mas não. Nunca irão. A internet é muito lenta. Ela parece confiável, nunca deixou de funcionar. O problema é a conexão de sua casa. É a parte em que não dá para confiar.
O cloud computing é mais caro. Alugar software pela internet e o armazenamento online custam mais que a computação comum. Os terminais burros custam tanto quanto um PC, e os network computers mais ainda. Por que insistir se é economicamente inviável?
O Santo Graal da indústria de software é a licença. O usuário paga, paga e paga. A idéia da revolução do PC é você comprar um software e usá-lo para sempre. De fato, você pode usar versões antigas do Word, e nunca fazer upgrade.
Empresas como a Microsoft descobriram que se dão bem forçando os usuários a upgrades constantes. Mesmo assim, não ganham tanto quanto se cobrassem pelo uso, como nos velhos tempos, quanto exigiam mensalidades exorbitantes dos usuários de minicomputador. Sem opção, pagavam. Não importa se o cloud computing tem nova embalagem. O público no geral pode ser burro, mas a maioria das pessoas sabe somar 2 + 2.
Mesmo assim, a idéia vai persistir. Deve ter surgido em um seminário que se chamava: Como Extorquir o Público. Alguém fez as contas e mostrou quanto dinheiro se podia ganhar. Imagino o discurso: "Veja como fazer milhões. Preços altos. Grandes lucros. Porcaria de produtos. Incontáveis correções de bugs." Próximo slide! "Olhe como ganhar ainda mais: Software como serviço!". Imagine se a indústria fonográfica adotasse a tática. "Vamos eliminar completamente o CD e somente músicas pela internet. Pague cada vez que ouvir! Música como serviço!"
Isso faz voltar ao DVD. Ele é melhor na qualidade da imagem, mas esta não vale nada se o disco for arranhado. É o único item da lista – integridade da informação, confiabilidade, durabilidade e facilidade de uso – em que é melhor que a tecnologia anterior. Graças à relativa estupidez do público, cobra-se mais caro – só porque a imagem é melhor.
Analisando o cloud computing pela qualidade, custo, confiabilidade e integridade, a nova tecnologia perde em tudo. A única coisa boa nela é ter um nome bacana.



[...] ou "cloud computing". Já havia feito na revista do mês passado. Confira o artigo. Para ele, mesmo que haja conectividade universal, ela nunca será tão rápida, [...]
[...] anos, cloud computing enfrenta também o ceticismo e a crítica, como por exemplo se vê no ensaio do cronista de tecnologia americano John C. Dovorak (reprodução comentada por Antonio Passos), em sua coluna publicada na revista INFO Exame de junho [...]
Recentemente minha empresa decidiu embarcar nessa onda de cloud computing, e contratou os serviços da SimpleWeb, e não podíamos estar mais satisfeitos. Reduzimos em cerca de 50% nossos custos em datacenter e servidores, e ganhamos em performance e escalabilidade. É possível inclusive aumentar os recursos dos servidores em períodos críticos de pico de uso, como por exemplo quando rodamos a folha de pagamento em nosso ERP.